Alguma vez sabemos quando somos crescidos?
Eu não.. é quando se faz 18? É quando se pode tirar a carta?
E a tristeza faz parte, depois dos tombos, mas não me parece um caminho de vida.. ser crescido é deixar de ser maricas e caprichoso, ser inteiro e sólido e verdadeiro, e não ficar apenas um número de contribuinte automático, medricas, preguiçoso e cumpridor do papel de adulto, sério e aborrecido na maior parte das vezes, mas com vida digna de moldura perfeita!
E não dá para continuar a ser reguila? Ou passa-se automaticamente para velho gaiteiro? Não gosto da palavra velho nem gaiteiro, mas antes isso que não ter nada para contar! Mil vezes velho gaiteiro que idoso mal vivido!
E se há tanta gente que já nasceu velho… e outros que nunca envelhecem…
Não dá para ser tonto de vez em quando sem perder logo a qualidade de erudito ou de fidedigno com a reputação logo atirada para o lado dos totós á primeira piadola?
E não é absurda a pergunta “que idade tem?”, como se isso interessasse ou definisse alguém, a quantidade deles, o número.. Ainda há uma frase pior, que sempre fez muita urticária lá por casa “quantos anos já tem?”, quase quase como uma sentença do género “já não vais cá estar muito mais tempo” ou “já não tens idade para isso”..
Todos somos o resultado (melhor ou pior aproveitado e aqui é que nos distinguimos) de uma série de “coisas” que vamos acumulando, no que cabe nos anos que temos, quantos deles foram realmente vividos.
Temos abraços irrepetíveis, alguns deles pelas pessoas já não estarem por cá, temos mil jantares mas só nos lembramos das gargalhadas de meia dúzia, tardes a comer pipas com amigos, surpresas que nunca se esquecem, noites de dançar até não poder mais, mil amizades feitas mas no fim sobram metade, raspanetes que levámos e que só em adultos entendemos, olhares grátis do nada que nos marcam até ao fim, as viagens que fizemos mas só temos saudades de um par delas, o cheiro daquele Verão, as vezes que devíamos ter dito adeus e não fomos capazes, e o adeus que saiu e não era suposto… tudo isto e muito mais cabe na “idade” (o número), a quem tenha coisas boas para lembrar.
Como tudo, a “inteirice”, a solidez, a “reguilice”, refinam-se ao ver os anos passar, são top e raras e charmosas e muito sexy, très sexy…
E eu sou muito fã da Iris Apfel, e é só isto.. ah, e da Gucci, sempre!!!
#reguilasaresupercool
#velhossãoostrapos
